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CID I25 é cardiopatia grave? O que diz a lei da isenção do IR

O que a doença isquêmica crônica significa para a lei, o que o laudo precisa dizer e como buscar o retroativo de cinco anos.

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Frequentemente sim. O CID I25 é a doença isquêmica crônica do coração, um dos quadros mais reconhecidos como cardiopatia grave, doença que a Lei 7.713/88 lista entre as que isentam o Imposto de Renda de aposentados, pensionistas e militares reformados. O código sozinho não decide: o laudo do cardiologista, com infarto prévio, fração de ejeção e limitações do paciente, é o que define o enquadramento e abre a restituição dos últimos cinco anos.

“CID I25 é cardiopatia grave?” A pergunta chega assim, seca, de quem acabou de ler o código em um laudo, um atestado ou o resultado de um cateterismo. A resposta honesta tem duas partes. Sim, a doença isquêmica crônica do coração está entre os quadros mais reconhecidos como cardiopatia grave, a doença que a Lei 7.713/88 lista para a isenção do Imposto de Renda. E não, o código sozinho não decide: quem responde pelo enquadramento é o laudo do cardiologista, com a fração de ejeção, o histórico de infarto e a limitação que o coração impõe. Este guia percorre as duas partes da resposta.

Capa do guia do CID I25: isenção do imposto de renda na cardiopatia, aposentado com a mão sobre o peito

O que significa o CID I25?

O I25 é o código da doença isquêmica crônica do coração na CID-10: as artérias coronárias comprometidas de forma duradoura, reduzindo o sangue que chega ao músculo cardíaco. É o registro típico de quem já infartou, convive com angina ou passou por angioplastia com stent ou ponte de safena. Os subcódigos detalham o quadro:

SubcódigoO que registra
I25.0Doença cardiovascular aterosclerótica
I25.1Doença aterosclerótica do coração
I25.2Infarto antigo do miocárdio
I25.3Aneurisma cardíaco
I25.5Miocardiopatia isquêmica
I25.9Doença isquêmica crônica não especificada

Dois códigos vizinhos aparecem com frequência no mesmo laudo: o I20 (angina, a dor no peito da falta de irrigação) e o I21 (infarto agudo do miocárdio, o evento em si, que tem guia próprio no blog). A sequência costuma ser essa: o I21 registra o infarto que aconteceu, e o I25, a doença que ficou. Outros códigos do rol estão na tabela de CIDs que isentam o IR.

Quer consultar outro diagnóstico? Use gratuitamente o Buscador de CID da Fernandes & Parente para verificar o significado do código e a sua possível relação com a isenção do Imposto de Renda.

Quando o CID I25 caracteriza cardiopatia grave?

A Lei 7.713/88, artigo 6º, inciso XIV, lista a cardiopatia grave entre as doenças que isentam do Imposto de Renda os proventos de aposentadoria, pensão ou reforma. O CID I25, a doença isquêmica crônica do coração, não recebe da lei um sim ou um não automático: o código descreve coronárias comprometidas de forma duradoura, e o que define o enquadramento é a gravidade que o laudo demonstra. Quadros com infarto prévio, fração de ejeção reduzida, insuficiência cardíaca associada ou limitação para as atividades comuns costumam ser reconhecidos como cardiopatia grave pelos tribunais. Preenchido o enquadramento, o aposentado, pensionista ou militar reformado tem isenção total do imposto sobre o benefício e pode recuperar o que foi retido nos últimos cinco anos. A Súmula 627 do STJ garante que o tratamento bem-sucedido não retira o direito, e a Súmula 598 aceita o laudo do cardiologista particular na via judicial.

A lista completa de doenças está na página do rol que isenta o Imposto de Renda, e o panorama de todos os quadros do coração, no guia da cardiopatia grave.

Um esclarecimento que evita confusão: a hipertensão isolada não está no rol e não garante a isenção por si só. O que muda o cenário é a evolução dela para uma doença cardíaca estabelecida, e o I25 costuma ser justamente o registro dessa virada, quando a pressão alta de anos resulta em coronárias comprometidas.

O que o laudo de cardiopatia grave precisa demonstrar?

Se o laudo decide, vale saber o que ele precisa conter. Três elementos transformam o CID I25 em um caso sólido:

  • O histórico da doença: quando o quadro começou, se houve infarto (e em que data), quais procedimentos foram feitos, como angioplastia com stent ou ponte de safena;
  • Os exames que medem a gravidade: o ecocardiograma com a fração de ejeção, o cateterismo mostrando as artérias comprometidas, o teste ergométrico com a capacidade funcional;
  • A repercussão na vida do paciente: a limitação para esforços, a medicação contínua, o acompanhamento cardiológico permanente.

A data de início documentada tem um papel extra: é ela que define desde quando a isenção vale e o tamanho do retroativo. E o documento não precisa vir de perícia oficial: na via judicial, a Súmula 598 do STJ aceita os relatórios do cardiologista que acompanha o paciente, que em geral é quem melhor conhece o caso.

Stent, ponte de safena e infarto antigo: o direito permanece?

Essa é a negativa mais comum nesses casos: o paciente revascularizado, estável, ouve que “não há gravidade atual”. O raciocínio não se sustenta. O stent e a ponte restauram o fluxo de sangue, mas as coronárias doentes e a cicatriz do infarto continuam lá, e é por isso que o subcódigo I25.2 (infarto antigo do miocárdio) existe: a medicina considera o evento passado parte de uma doença presente.

O direito acompanha esse entendimento. A Súmula 627 do STJ dispensa sintomas atuais para conceder e manter a isenção, de modo que o aposentado que infartou, tratou e hoje leva vida controlada com medicação segue enquadrado, desde que o laudo descreva a doença crônica. Quem tem apenas uma alteração leve, sem repercussão cardíaca, fica no outro lado da linha, e um pedido apressado tende ao indeferimento: por isso a análise começa pelos exames, não pelo susto.

Cinco anos de imposto retido: o retroativo de quem já infartou

Reconhecida a cardiopatia grave, a restituição alcança o imposto retido sobre a aposentadoria, a pensão ou a reforma nos últimos cinco anos, com correção pela Selic, contada da data em que a doença está demonstrada na documentação. Para quem infartou há anos e nunca pediu, esse marco costuma ser antigo, e o retroativo tende a cobrir o período inteiro. O direito também alcança a suplementação de fundo de pensão vinculada à aposentadoria, que segue a mesma regra dos proventos. Estime os valores na calculadora do Imposto de Renda do aposentado e entenda o cálculo no guia da restituição por doença grave.

O ponto de partida é sempre o mesmo: colocar o laudo e os exames diante de quem sabe o que os tribunais exigem, e conduzir o pedido pela via que garante a isenção e o retroativo por inteiro. Nossa equipe faz essa análise gratuitamente, em todo o Brasil.

Para conferir qualquer outro código de um laudo, o buscador de CID mostra na hora se ele tem relação com a isenção.

Tire suas dúvidas

Perguntas frequentes

CID I25 é cardiopatia grave?
Com frequência, sim. O I25 registra a doença isquêmica crônica do coração, cenário típico de quem já infartou, tem angina ou passou por stent e ponte de safena. É um dos quadros mais reconhecidos como cardiopatia grave, mas o enquadramento depende da gravidade que o laudo do cardiologista demonstra, não do código em si.
CID I25.1 e I25.2 dão direito à isenção do imposto de renda?
Podem dar. O I25.1 descreve a doença aterosclerótica do coração e o I25.2, o infarto antigo do miocárdio: os dois contam a história de um coração com doença coronariana estabelecida. Quando o laudo soma a esses subcódigos a limitação e o comprometimento cardíaco, o enquadramento como cardiopatia grave se sustenta.
Quem tem stent com CID I25 é isento de imposto de renda?
Não de forma automática, mas o cenário é favorável. O stent trata a artéria, não apaga a doença isquêmica crônica, que segue exigindo remédio e acompanhamento. O aposentado ou pensionista com laudo descrevendo o quadro coronariano costuma ter o direito reconhecido.
CID I25 dá aposentadoria por invalidez?
Pode dar, quando a doença isquêmica incapacita para o trabalho de forma permanente, o que a perícia avalia caso a caso. Concedida a aposentadoria, por incapacidade ou por qualquer outra regra, a isenção do Imposto de Renda passa a ser o passo seguinte, e é ele que muita gente deixa de dar.
Quais são os CIDs de cardiopatia grave?
Os mais comuns são o I25 (doença isquêmica crônica), I20 (angina), I21 (infarto agudo), I50 (insuficiência cardíaca), I42 (cardiomiopatias) e I48 (fibrilação atrial), além das valvopatias graves. Nenhum código concede a isenção sozinho: em todos, o que decide é a gravidade documentada no laudo.
Estou bem com a medicação. Continuo com direito?
Sim. A Súmula 627 do STJ dispensa a prova de sintomas atuais: a doença controlada com remédios, stent ou ponte de safena continua sendo uma cardiopatia crônica documentada. O sucesso do tratamento não retira a isenção nem impede o pedido do retroativo.
Dr. Renato Parente Santos

Responsável técnico

Dr. Renato Parente Santos

OAB/DF 25.815 • Fernandes e Parente Advogados Associados

Advogado formado pelo IESB (2004), com pós-graduação em Direito Tributário (Fortium/DF). Depois de mais de 20 anos atuando em diversas áreas do Direito, encontrou sua verdadeira realização profissional nas causas de isenção do Imposto de Renda para aposentados e pensionistas portadores de doença grave (Lei 7.713/88), área a que hoje se dedica integralmente.

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